quinta-feira, 5 de março de 2009
WHO WANTS TO BE A MIIIIIILUUUNAIR
Fui ontem (segunda-feira) ver o filme que arrebatou os Óscares mais importantes e não saí desiludo.
Senti-me como se estivesse a ver o Crash: a única expectativa criada resultava do facto de ter ganho o prémio de melhor filme...mais nada.
Como é que um filme com um orçamento de 15 milhões de dólares leva um prémio destes?
Slumdog Millionaire é um retrato dos confrontos religiosos entre Muçulmanos e Hindus que ainda hoje são foco de tensão; é o espelho de uma Índia que sobrevive com a injustiça das castas e de uma pobreza que corrói a maior democracia do mundo; e é o expoente do sonho que nos é vendido que a qualquer momento nos podemos (como que por artes mágicas) tornar ricos sem ter que trabalhar.
Consegue ainda transmitir a esperança de um sentimento que, mesmo passados muitos anos, subsiste num olhar, num sorriso, numa cumplicidade e que alimenta um sonho de uma união, por impossível que possa parecer.
É o mundo em que, mesmo que tudo corra mal, no momento chave aparece aquela canção da Diana Ross em que ela exclama “Ain’t no mountain high enough”…
Faz-nos torcer para que, com tantas coincidências, o rapaz lá consiga ficar com a sua Lathika (que por acaso é bem gira).
Acredita quem quer..mas não conheço ninguém que não goste de sentir um pequeno sopro por trás do pescoço misturado com um arrepio quando vemos que, afinal, tudo se compõe…
Senti-me como se estivesse a ver o Crash: a única expectativa criada resultava do facto de ter ganho o prémio de melhor filme...mais nada.
Como é que um filme com um orçamento de 15 milhões de dólares leva um prémio destes?
Slumdog Millionaire é um retrato dos confrontos religiosos entre Muçulmanos e Hindus que ainda hoje são foco de tensão; é o espelho de uma Índia que sobrevive com a injustiça das castas e de uma pobreza que corrói a maior democracia do mundo; e é o expoente do sonho que nos é vendido que a qualquer momento nos podemos (como que por artes mágicas) tornar ricos sem ter que trabalhar.
Consegue ainda transmitir a esperança de um sentimento que, mesmo passados muitos anos, subsiste num olhar, num sorriso, numa cumplicidade e que alimenta um sonho de uma união, por impossível que possa parecer.
É o mundo em que, mesmo que tudo corra mal, no momento chave aparece aquela canção da Diana Ross em que ela exclama “Ain’t no mountain high enough”…
Faz-nos torcer para que, com tantas coincidências, o rapaz lá consiga ficar com a sua Lathika (que por acaso é bem gira).
Acredita quem quer..mas não conheço ninguém que não goste de sentir um pequeno sopro por trás do pescoço misturado com um arrepio quando vemos que, afinal, tudo se compõe…
FILMES PARA QUANDO ESTÁ A CHOVER
Assim num sábado ou domingo à tarde...
Recomento "the Graduate" e o "Almost Famous":
O primeiro fala de sedução...de um rapaz que se vê assediado pela mulher de um amigos dos pais...mas tudo com muita classe..pura arte de sedução, de troca de olhares...e quem descobrir vai-se apaixonar pela banda sonora...custa 4.99 eur na FNAC.
O Almost Famous é sobre uma banda de rock à procura de sucesso..mas a mensagem é muito mais simples (será)...o conceito de "home" não é necessariamente onde moramos, mas muito mais o sítio onde nos sentimos bem e onde não damos pelo tempo passar...as músicas também são fantásticas...
Recomento "the Graduate" e o "Almost Famous":
O primeiro fala de sedução...de um rapaz que se vê assediado pela mulher de um amigos dos pais...mas tudo com muita classe..pura arte de sedução, de troca de olhares...e quem descobrir vai-se apaixonar pela banda sonora...custa 4.99 eur na FNAC.
O Almost Famous é sobre uma banda de rock à procura de sucesso..mas a mensagem é muito mais simples (será)...o conceito de "home" não é necessariamente onde moramos, mas muito mais o sítio onde nos sentimos bem e onde não damos pelo tempo passar...as músicas também são fantásticas...
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
OBJECTIVO DO ANO
Este ano, porque não aparece nada de mais interessante para azer nas férias, quero arranjar maneira de ir ver um jogo de Rugby...podera, com o ambiente destes!
Tendências
Como qualquer bom Sportinguista em Inglaterra torço (há mais 17 anos!) pelo Manchester United e nutro pelo Liverpool o mesmo tipo de sentimentos que pelo Benfica.
Supreendentemente, na Escócia não tenho grande simpatia pelo Celtic, apesar de este equipar à Sporting e da equipa que ganhou a Taça dos Campeões (em Lisboa) ser chamada de Lisbon Lions.
Mas acabo por reconhecer que ambos os adeptos (das equipas desprezadas)têm uma ligação muito forte à sua equipa e se destiguem por proporcionar em Celtic Park e em Anfield Road um ambiente fantástico e que intimida quem pela primeira vez visita esses míticos estádios.
Mas...e se os adeptos das duas equipas cantassem exactamente a mesma canção?
Supreendentemente, na Escócia não tenho grande simpatia pelo Celtic, apesar de este equipar à Sporting e da equipa que ganhou a Taça dos Campeões (em Lisboa) ser chamada de Lisbon Lions.
Mas acabo por reconhecer que ambos os adeptos (das equipas desprezadas)têm uma ligação muito forte à sua equipa e se destiguem por proporcionar em Celtic Park e em Anfield Road um ambiente fantástico e que intimida quem pela primeira vez visita esses míticos estádios.
Mas...e se os adeptos das duas equipas cantassem exactamente a mesma canção?
ESPÍRITO DE EQUIPA
O verdadeiro espírito desportivo, de competição e de rivalidade pura, só subsitste hoje nas Universidades norte-americanas. É ver milhares de jovens que vivem pela primeira vez longe dos pais e se dedicam 24 horas à vida universitária a torcer pela sua equipa sem qualquer tipo de jogo sujo...
RECORDAÇÃO
O meu bar preferido da primeira parte da minha juventude era o Rookie do Bairro Alto. Foi uma pena quando fechou porque aquele ambiente de rock e de música pesada era mesmo em grande. Curiosamente, ou talvez não, um GRANDE amigo também lá passava grande parte dos fins de semana, principalmente as sextas-feiras onde a cerveja custava apenas 50 escudos. Claro que nessa altura eu era completamente alérgico ao álcool e ficava-me pelas deliciosas tostas mistas. Eram os anos em que vestia apenas duas cores: preto novo e preto velho. O cabelo ainda cobria toda a cabeça e o regresso à Amadora era feito no primeiro (ou no segundo) comboio do Rossio porque por autocarro havia quase sempre pancada. Tal como o cabelo o Rookie também acabou por desaparecer não passando hoje de um restaurante sem brilho…
Quando fui a Kielce (aquela cidade que tem muito pouco para ver..), tive a oportunidade de recuar no tempo e entrar num local exactamente como o rookie. E não eram só as roupas pretas, o pessoal a “dançar” (mas sem moches…) e a proliferação de bebidas alcoólicas…o bar (cujo nome já não me consigo recordar por culpa do Zubruwka) tinha também as indispensáveis personagens que, tal como no Cheers, se conheciam todas….parecia que tinha recuado 10 anos..
Quando fui a Kielce (aquela cidade que tem muito pouco para ver..), tive a oportunidade de recuar no tempo e entrar num local exactamente como o rookie. E não eram só as roupas pretas, o pessoal a “dançar” (mas sem moches…) e a proliferação de bebidas alcoólicas…o bar (cujo nome já não me consigo recordar por culpa do Zubruwka) tinha também as indispensáveis personagens que, tal como no Cheers, se conheciam todas….parecia que tinha recuado 10 anos..
AJUDA
Diz uma amiga minha que após consultar as minhas escolhas literárias, devo consultar ajuda profissional.
Esta semana comprei três livros...um sobre "A ocupação Aliada da Alemanha no período 1945/51", outro "O Sector Soviético entre 1945 e 1949" e por último " A Ocupação alemã da Polónia entre 1939 e 1944"...será que lhe devo dar razão?
Esta semana comprei três livros...um sobre "A ocupação Aliada da Alemanha no período 1945/51", outro "O Sector Soviético entre 1945 e 1949" e por último " A Ocupação alemã da Polónia entre 1939 e 1944"...será que lhe devo dar razão?
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Memórias
Há caras que não esquecemos, mesmo que apenas tenham passado fugazmente pela nossa vida.
O poder especial que essas pessoas têem (principalmente para quem consegue sempre reconhecer) provoca sempre um espanto....será que já passaram 9 anos?
Pensar nisso...é como se estivesse sempre a ouvir...
O poder especial que essas pessoas têem (principalmente para quem consegue sempre reconhecer) provoca sempre um espanto....será que já passaram 9 anos?
Pensar nisso...é como se estivesse sempre a ouvir...
CANDIDATOS?
Para aqueles apaixonados de história, com um fraquinho pela Alemanha do século XX, que tentam compreender os comportamentos da geração filha do nazimo (pronto, bem sei que não se encontra mais ninguém!!!!) já está disponível nas salas de cinema o filme Der Baader Meinhof Complex.
Diz o senso comum que se trata de um daqueles filmes que não conseguimos arranjar ninguém para nos acompanhar (azar o deles), mas insere-se no novo cinema alemão que se tenta reencontrar com a sua história ( na sequência dos fantásticos Goodbye Lenine, Der Untergang e A vida dos outros..todos recomendados!!!!!), depois de anos de vergonha em encarar o passado.
Der Baader Meinof Complex conta a verdadeira história de um grupo de pseudo-revolucionários com tendência anarquista que se dedicaram a espalhar o terror pela Alemanha Ocidental do final dos anos 60, auto- denominando-se a Facção do Exército Vermelho.
Nele conhecemos Gurdun Ensslin, Andreas Baader e Ulrike Meinhoff que, diz quem viveu essa altura, tinham as suas fotos em todos os locais públicos e eram temidos por toda a Europa e ainda Rudi Dutschke o general vermelho do movimento estudantil alemão. Nele compreendemos como uma geração de alemães lutou contra a presença americana no seu país com a ideia utópica que a cidade ideal se encontrava a um muro de distância. Nele vemos como qualquer tendência anarquista pode facilmente ser encoberta pelo capuz de democracia.
Eu já vi, adorei e já tenho encomendado para, no dia em que sair em DVD na Grã-Bretanha me seja enviada esta obra prima de 2 horas e meia (e não é só por causa das muitas cenas de nudismo….)
Nomeado para os Óscares, pois está claro! A não perder…
Diz o senso comum que se trata de um daqueles filmes que não conseguimos arranjar ninguém para nos acompanhar (azar o deles), mas insere-se no novo cinema alemão que se tenta reencontrar com a sua história ( na sequência dos fantásticos Goodbye Lenine, Der Untergang e A vida dos outros..todos recomendados!!!!!), depois de anos de vergonha em encarar o passado.
Der Baader Meinof Complex conta a verdadeira história de um grupo de pseudo-revolucionários com tendência anarquista que se dedicaram a espalhar o terror pela Alemanha Ocidental do final dos anos 60, auto- denominando-se a Facção do Exército Vermelho.
Nele conhecemos Gurdun Ensslin, Andreas Baader e Ulrike Meinhoff que, diz quem viveu essa altura, tinham as suas fotos em todos os locais públicos e eram temidos por toda a Europa e ainda Rudi Dutschke o general vermelho do movimento estudantil alemão. Nele compreendemos como uma geração de alemães lutou contra a presença americana no seu país com a ideia utópica que a cidade ideal se encontrava a um muro de distância. Nele vemos como qualquer tendência anarquista pode facilmente ser encoberta pelo capuz de democracia.
Eu já vi, adorei e já tenho encomendado para, no dia em que sair em DVD na Grã-Bretanha me seja enviada esta obra prima de 2 horas e meia (e não é só por causa das muitas cenas de nudismo….)
Nomeado para os Óscares, pois está claro! A não perder…
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
ALGO MAIS SÉRIO
Sem tentar ser imparcial e para procurar poder exprimir outro tipo de ideias, de assuntos que eu muito gosto mas nem sempre acabo por publicar, nasceu um novo blog.
Dedicado à política, e sabendo que por política podemos entender todas as escolhas que fazemos (políticas ambientais, económicas, autárquicas etc etc) apresento:
http://www.blogjsfaul.blogspot.com/
Comentários aceitam-se....
Dedicado à política, e sabendo que por política podemos entender todas as escolhas que fazemos (políticas ambientais, económicas, autárquicas etc etc) apresento:
http://www.blogjsfaul.blogspot.com/
Comentários aceitam-se....
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