Recentemente fiquei apaixonado por dois escritores que focam temas totalmente distintos. E foi uma paixão tão à primeira vista que fui comprar logo outros livros deles…
Anna Politkovskaya foi uma jornalista russa que se destacou pelas ferozes críticas que fez às políticas do Presidente Putin nomeadamente nos campos da liberdade de imprensa e da condução da guerra da Chechénia. A Rússia de Putin foca temas tão distintos como a actuação do exército na guerra, do lidar da crise dos reféns da escola de Beslan e dos valores morais e económicos de uma Rússia onde o comunismo já não passa de uma memória longínqua. Esse livro foi-me oferecido no Natal e, assim que lhe peguei, devorei-o qual queijo de cabra frito em azeite com orégãos e outras especiarias ( e sabem bem a paixão voraz com que eu devoro isso). Consegui encontrar agora o seu segundo livro (Um Diário Russo) que mais não é do que o seu diário com reflexões que vai quase até ao dia da sua morte à entrada de casa….. um daqueles infelizes acidentes em que rostos da oposição são misteriosamente atacados por desconhecidos que fogem sem deixar rasto…..
Jeffrey Deaver partilha o primeiro nome com o meu escritor predilecto (Jeffrey Archer). O primeiro livro que li dele relata uma história passada na Berlim de 1936 (mais um daqueles livros que anualmente trago de Berlim sobre a cidade), em plenos jogos olímpicos e tem por título Garden of Beats, uma adaptação do Tiergarten que fica bem no centro e é o pulmão da capital da Alemanha. Li o Garden of Beasts num fim de semana, no Algarve, num daqueles fins de semana onde deixamos o relógio em casa e podemos gozar das 24 horas do dia aproveitando aquilo que adoro descrever como o Sound of Silence.
Também em Berlim comprei The Sleeping Doll, o último livro de Deaver que conta a história de uma agente que procura incessantemente um criminoso, que é proclamado na comunicação social como o filho de Charles Manson (personagem que muito me intriga e de quem procuro saber sempre mais e mais).
O que existem em comum nestas duas histórias é (ao bom estilo do Prison Break), a construção progressiva das personagens e a introdução constante quer de dados novos quer de twists que deixam todos os leitores desejosos de virar a página.
O último livro que comprei de Deaver, the Cold Moon, é apenas considerado o seu livro mais forte com o detective Lincoln Rhymes a maior das personagens de Deaver.
domingo, 25 de maio de 2008
domingo, 18 de maio de 2008
Mais motivos...
Já me estou a ver (e ouvir) a cantar When the day is long..and the night...sim, porque agora já dá para ver as actualizações do SingStar online...é só esperar pela oportunidade para ligar à net e záááás....tardes e noites a cantar...
http://singstargame.com/pt-pt/Browse-Songs/SingStore/?song=EP9000-BCES00011_00-100FQG0000000000
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A Taça é nossa!!!
sábado, 17 de maio de 2008
segunda-feira, 12 de maio de 2008
:)
The past is history. The future is a mystery. And today is a gift. That's why we call it the present.
O MEU JOGADOR PREFERIDO...
..não era um prodígio de técnica nem um temível goleador. Lembro-me de quando aterrou em Old Trafford não passava de um rapaz tímido e voluntarioso....hoje,já abandonou mas continua a ser o jogador com maior coração que alguma vez vi jogar (sim porque tive a sorte de o ver jogar). Foi o grande capitão do Manchester United na era pós cantona e não merecia ter pedido a épica final de 1999 da Liga dos Campeões por castigo....A biografia dele é um hino ao anti-politicamente correcto....
O momento que define a sua carreira ocorreu a caminho da final que havia de perder. A perder por 2-0 em Turim, perante o espectro de mais um falhanço na Europa, rompeu as redes da Juventus com um fantástico cabeçeamento...foi nesse momento que tive a certeza que aquela era o ano dos únicos reds que gosto.
O seu nome é Roy Keane...e cuidado com ele!
O momento que define a sua carreira ocorreu a caminho da final que havia de perder. A perder por 2-0 em Turim, perante o espectro de mais um falhanço na Europa, rompeu as redes da Juventus com um fantástico cabeçeamento...foi nesse momento que tive a certeza que aquela era o ano dos únicos reds que gosto.
O seu nome é Roy Keane...e cuidado com ele!
gli occhi di una donna incinta
Sendo os olhos o espelho da alma, há certas coisas que eles, mesmo que não queiramos, acabam por transmitir aos mais atentos…e há poucos olhos que brilham tanto como os de uma mulher que está em vias de ser mãe…
No outro dia vi que uma amiga tinha um brilhozinho especial. Mas é muito mau perguntar a uma senhora se está grávida. Não porque seja alguma vergonha mas, caso não esteja, é insinuação que está mais gorda e todos sabemos como isso é perigoso…
Mas nesta o brilhozinho tinha razão de ser. Recebi hoje a notícia que está grávida! Muitos Parabéns!
Para ela (e todas as outras!)
No outro dia vi que uma amiga tinha um brilhozinho especial. Mas é muito mau perguntar a uma senhora se está grávida. Não porque seja alguma vergonha mas, caso não esteja, é insinuação que está mais gorda e todos sabemos como isso é perigoso…
Mas nesta o brilhozinho tinha razão de ser. Recebi hoje a notícia que está grávida! Muitos Parabéns!
Para ela (e todas as outras!)
Impotência...
É bem mais que uma palavra..e um sentimento de frustração e resignação....custa sentirmos impotentes perante o mal que vemos fazer a alguém que esteve nos braços dois dias depois de ter nascido e nada podermos fazer…..porque para podermos impedir e preciso dar alternativas..e quando não as temos só podemos baixar a cabeça...e sofrer em silencio...
domingo, 11 de maio de 2008
APETECE-ME....
...dar um salto ao MOS....para quando um fim de semana prolongado???? Tópi tira-me daqui!!!!
quinta-feira, 8 de maio de 2008
No Myanmar....
Faz-me um pouco de confusão ouvir as pessoas falarem do ciclone na Birmânia. Compreendo que não seja normal que os países mudem de nome ( Sri Lanka – Ceilão; Burkina Faso – Alto Volta), mas falar de Birmânia é uma ofensa a todos os cidadãos não birmaneses do território. Tive a sorte de ser ensinado que naquele território existem muitas etnias diferentes da dominante (a birmanesa) e que tratar o país por aquele nome, mais não é do que aceitar a inevitabilidade do povo.
E é pegando nisto que chego ao ciclone Nagis. Para quem anda distraído, o ciclone Nagis já matou (dados oficiais) 23 mil pessoas e fez millhão e meio de desalojados. E enquanto a comunidade internacional está preocupada em fazer chegar ajuda à população, a Junta Militar que governa o país com mão de ferro há largos anos, coloca inúmeros entraves à entrada das ONGs no território, preferindo ir adiando o tema até toda a ajuda estar ao largo da fronteira tailandesa tentando negociar a sua entrega e posterior distribuição não por entidades desinteressadas, mas pelo regime corrupto do General Than Swe que assim pode, a seu bel prazer, controlar o que chega a quem.
Esta ideia vil da junta faz-me recordar o triste episódio em que o Imperador da Etiópia, Hailé Sélassié, decidiu cobrar taxas alfandegárias sobre a ajuda humanitária que entrava no seu país. Sobre o valor das mesmas, o governo etíope cobrava 10% aos países doadores….dá que pensar…
É este o motivo da vitória da inépcia….se muitos querem continuar a lutar, muitos mais se resignam olhando para a infrutíferiedade dos seus actos perante o poder ditatorial que não quer saber do sofrimento das populações e procura perpéturar-se…
Até quando vamos continuar a aceitar este tipo de governos e a olhar, de forma indiferente, para o sofrimento dos outros???
E é pegando nisto que chego ao ciclone Nagis. Para quem anda distraído, o ciclone Nagis já matou (dados oficiais) 23 mil pessoas e fez millhão e meio de desalojados. E enquanto a comunidade internacional está preocupada em fazer chegar ajuda à população, a Junta Militar que governa o país com mão de ferro há largos anos, coloca inúmeros entraves à entrada das ONGs no território, preferindo ir adiando o tema até toda a ajuda estar ao largo da fronteira tailandesa tentando negociar a sua entrega e posterior distribuição não por entidades desinteressadas, mas pelo regime corrupto do General Than Swe que assim pode, a seu bel prazer, controlar o que chega a quem.
Esta ideia vil da junta faz-me recordar o triste episódio em que o Imperador da Etiópia, Hailé Sélassié, decidiu cobrar taxas alfandegárias sobre a ajuda humanitária que entrava no seu país. Sobre o valor das mesmas, o governo etíope cobrava 10% aos países doadores….dá que pensar…
É este o motivo da vitória da inépcia….se muitos querem continuar a lutar, muitos mais se resignam olhando para a infrutíferiedade dos seus actos perante o poder ditatorial que não quer saber do sofrimento das populações e procura perpéturar-se…
Até quando vamos continuar a aceitar este tipo de governos e a olhar, de forma indiferente, para o sofrimento dos outros???
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