De Londres trouxe uma grande vontade de lá regressar e, depois de ter visto Londres de dia, poder ver Londres à noite…
Aquela zona da Carnaby Street, recheada de bares, de lojas e de alemãs simpáticas que nessa noite se dedicavam a questionar-se como é possível ingleses e franceses ficarem duas horas embasbacados em frente da televisão a ver uma bola oval perseguida por um bando de homens com aspecto sinistro.
Depois dar um salto ao Ministry of Sound e passar a noite sempre a bombar!
Rapaziada, um fim de semanazinho..partimos na 5ª à noite ou na 6ª de manhã e vimos segunda feira..que me dizem? Arrendamos uns quartos manhosos e temos uma saída memorável que ficará na memória de todos!...e não me lixem pois a viagem com a easyjet é barata!
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
ESTÁ QUASE...
Ao contrário do que refere o site da Sony (que falava do lançamento para Dezembro), o lançamento do Singstar para a PS3 está agora programado para Março.....como poderei pensar em continuar mais tempo sem dar aso aos meus épicos dotes vocais interpretanto os mais diversos sucessos? Tenho que tomar...uma atitude!!!!
E assim foi...já encomendei a última versão do Singstar que deve chegar esta semana a minhs casa (se os correios assim o permitirem!).
A grande vantagem deste jogo é que podemos comprar as músicas online e assim ir para festas e convívios munidos das melhores canções para o momento...e quem quiser passar os olhos pelo catálogo vai poder observar temas suficientes para poder fazer crescer água na boca.....
E assim foi...já encomendei a última versão do Singstar que deve chegar esta semana a minhs casa (se os correios assim o permitirem!).
A grande vantagem deste jogo é que podemos comprar as músicas online e assim ir para festas e convívios munidos das melhores canções para o momento...e quem quiser passar os olhos pelo catálogo vai poder observar temas suficientes para poder fazer crescer água na boca.....
E NÃO HÁ NADA MELHOR......
Os pedófilos gritam que o melhor do mundo são as crianças mas, para mim, o melhor do mundo são aqueles “times like these” que nos apetecem viver outra e outra vez. Esses momentos únicos que queremos sempre repetir. E se um casamento, um aniversário ou uma viagem são irrepetíveis, um jantar com dois grandes amigos, onde se come de maneira alarve, uma grande posta mirandesa com molhos de limão, com entradas, regado com duas garrafas de vinho, com sobre mesa incluída, seguido de um cafezito molhado com um belíssimo e saboroso copo de Zubruwka e ainda um joguito de Buzz Hollywood, é uma receita que pode ser sempre repetida pois, por mais vezes que aconteça, sabe sempre tão bem como se fosse a primeira vez. E foi isso que hoje se passou.
Três amigos reunidos à mesma mesa, a falar sobre tudo e a rir sobre experiências e momentos diferentes…no fundo tudo o que a vida tem de melhor…e sabe sempre TÃO BEM!!!!
O único desejo que tenho é que se repita ad eternum…
P.S.......ainda têem que comer muitos cereais antes de me ganhar ao Buzz Hollywood.....
Três amigos reunidos à mesma mesa, a falar sobre tudo e a rir sobre experiências e momentos diferentes…no fundo tudo o que a vida tem de melhor…e sabe sempre TÃO BEM!!!!
O único desejo que tenho é que se repita ad eternum…
P.S.......ainda têem que comer muitos cereais antes de me ganhar ao Buzz Hollywood.....
NOVO INVENTO
Para aquelas alturas em que estamos no carro sem fazer nada, a olhar para o ar, à espera de alguém, encontrei o remédio certo: um livro.
Várias eram as vezes em que andava com um livro no carro quando me ia encontrar com alguém para poder aguentar enquanto estava à espera e evitar o queimar tempo que tanto me chateia. Agora, e com a passagem de livros para a garagem do PTB, resolvi criar o livro do carro, um livro que vai ficar no carro à espera de ser lido naqueles pequenos momentos mortos, sejam eles na parte de baixo de um prédio, à frente de um sinal ou à porta de um restaurante.
O primeiro eleito para esta nobre missão é a obra de John Lewis Gaddis, Guerra Fria que, não sendo nenhuma novidades para mim, será certamente um exercício interessante ler sobre um tema que tanto gosto pelos olhos de um famoso professor da universidade de Yale.
Várias eram as vezes em que andava com um livro no carro quando me ia encontrar com alguém para poder aguentar enquanto estava à espera e evitar o queimar tempo que tanto me chateia. Agora, e com a passagem de livros para a garagem do PTB, resolvi criar o livro do carro, um livro que vai ficar no carro à espera de ser lido naqueles pequenos momentos mortos, sejam eles na parte de baixo de um prédio, à frente de um sinal ou à porta de um restaurante.
O primeiro eleito para esta nobre missão é a obra de John Lewis Gaddis, Guerra Fria que, não sendo nenhuma novidades para mim, será certamente um exercício interessante ler sobre um tema que tanto gosto pelos olhos de um famoso professor da universidade de Yale.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
DESCOBERTA
Quando tenho pouco que fazer, costumo divertir-me a preparar as coisas para a mudança. Espero que já falte pouco mais de um mês (há um mês pensava o mesmo) e, para além dos planos para fazer da Rua do Regedor um local de peregrinação para os amantes do Sushi e da boa comida, muito me anima poder fazer um apanhado sério e a posterior organização da biblioteca pessoal Rui Medeiros.
Vou colocando uns livros nuns sacos, totalmente catalogados por nome, autor, temas, ficção (sim ou não), país onde ocorre a trama e se já o li.
O meu amigo PTB já conta com cerca de 50 preciosidades da minha colecção pessoal na sua arrecadação e prepara-se para acolher alguns exemplares mais. Estive hoje a catalogá-los e, se penso que ainda só estou a tratar de uma pequena parte e já atingi os 100 livros, mal posso esperar por poder colocá-los nas Minhas prateleira, com a minha ordem e passar aquelas desagradáveis tardes de Inverno a ver chover numa confortável cadeira a ler e a beber um chá ou um chocolate quente.
Por curiosidade, já cataloguei 11 livros do Jeffrey Archer, 9 sobre Berlim , 17 passados na Alemanha e 14 biografias, desde o Calouste Gulbenkian ao Roy Keane, passando por Josef Stalin e pela família Médici.
E, quando hoje catalogava esta leva, descobri dois livros que parecia terem já sido varridos da minha memória. Dois livros da Jeanette Winterson.
A Jeanette Winterson escreve histórias de amor de um ponto de vista muito peculiar. É homosexual e relata tudo aquilo que nós homens vemos nas mulheres, mas com um sentimento muito mais forte e uma intensidade romântica notável. É uma mulher que escreve sobre mulheres. Mas é fantástico.
Recordo-me que, quando me ofereceram o primeiro dos livros que li “Written on the Body”, ter ficado maravilhado com as parábolas criadas pelas suas palavras. Escolhi várias partes para serem debatidas com a pessoa que me ofereceu e que, curiosamente, ainda estão no livro.
Para quem quer conhecer sentimentos conhecidos mas dificilmente expressos por palavras, recomendo uma leitura de Jeanette Winterson…….é ainda mais bonito do que conseguíamos imaginar…..
Vou colocando uns livros nuns sacos, totalmente catalogados por nome, autor, temas, ficção (sim ou não), país onde ocorre a trama e se já o li.
O meu amigo PTB já conta com cerca de 50 preciosidades da minha colecção pessoal na sua arrecadação e prepara-se para acolher alguns exemplares mais. Estive hoje a catalogá-los e, se penso que ainda só estou a tratar de uma pequena parte e já atingi os 100 livros, mal posso esperar por poder colocá-los nas Minhas prateleira, com a minha ordem e passar aquelas desagradáveis tardes de Inverno a ver chover numa confortável cadeira a ler e a beber um chá ou um chocolate quente.
Por curiosidade, já cataloguei 11 livros do Jeffrey Archer, 9 sobre Berlim , 17 passados na Alemanha e 14 biografias, desde o Calouste Gulbenkian ao Roy Keane, passando por Josef Stalin e pela família Médici.
E, quando hoje catalogava esta leva, descobri dois livros que parecia terem já sido varridos da minha memória. Dois livros da Jeanette Winterson.
A Jeanette Winterson escreve histórias de amor de um ponto de vista muito peculiar. É homosexual e relata tudo aquilo que nós homens vemos nas mulheres, mas com um sentimento muito mais forte e uma intensidade romântica notável. É uma mulher que escreve sobre mulheres. Mas é fantástico.
Recordo-me que, quando me ofereceram o primeiro dos livros que li “Written on the Body”, ter ficado maravilhado com as parábolas criadas pelas suas palavras. Escolhi várias partes para serem debatidas com a pessoa que me ofereceu e que, curiosamente, ainda estão no livro.
Para quem quer conhecer sentimentos conhecidos mas dificilmente expressos por palavras, recomendo uma leitura de Jeanette Winterson…….é ainda mais bonito do que conseguíamos imaginar…..
domingo, 13 de janeiro de 2008
A BELLE ÉPOQUE

E o Xô Zé ganhou novos amigos....
Alvalade do Sado engalanou-se (ou melhor os 3 habitantes de Alvalade do Sado engalanaram-se) para o maior acontecimento do início do ano... a 1ª EDIÇÃO D FESTIVAL DE MINES que decorreu no palacete Malveiro Gomes.
Dos participantes poucas declarações ficaram pois o nível de alcoolismo atingiu proporções assinaláveis apesar de nem todos terem entrado na disputa.
Competição secundária, a degustação alarve dos preparados culinários de chefe Reis, não deixou de recolher a aprovação de todos os presentes que se faziam ao bife mais rápido do que Xõ Zé e Esfora podiam desenvolver as suas teorias filosóficas dissecadas ao longo de anos na planície alentejana.
Nas noites, e apesar de haverem fotos que poderiam levar a pensar o contrário, não houve as tradicionais sessões de rabichiçe e maricagem (pelo menos no meu quarto)…todos se portaram bem!
Do fim de semana fica, para já, a vontade de regressar……
Para já….. que mais memórias se seguirão!
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
JÁ ESTÁ!!!!
Sim, já está reservada a passagem para Berlim, com a passagem obrigatória pela gloriosa Staatsoper!!
Agora é consultar outros concertos e outros espetáculos culturais para visitar.....
Agora é consultar outros concertos e outros espetáculos culturais para visitar.....
domingo, 6 de janeiro de 2008
O ASSASSINATO DE JESSE JAMES PELO COBARDE ROBERT FORD
Hoje quando saí do trabalho resolvi telefonar a um amigo meu para irmos ao cinema (idas de macho, atenção!!!!).
Rapidamente fomos colocados perante duas escolhas óbvias: de um lado a escolha de macho, Call Girl, com a Soraia Chaves a bombar (descobrir se há alguma cena em que ela apareça vestida no filme)…e o Assassinato de Jesse….., o último filme do Brad Pitt que até estava a ser bem recebido pela crítica…..
Surpreendentemente (e por insistência minha, confesso) optámos pelo filme do Brad Pitt (o que me custa escrever isto…).
O que se seguiu foram 2 h e 30 m de absoluto tédio ao velho estilo do Mestre Manuel de Oliveira. Um bocejar quase tão constante como as olhadelas para o relógio para ver as horas.
Como já vem sendo hábito, ainda passei pelas brasas nos primeiros 5 minutos do filme, mas o desejo de ver as peripécias fizeram com que (estupidamente) lutasse contra o sono.
O filme parece que nunca mais acaba, muito parado , num enredo que em meia hora estava resolvido.
Talvez o pior filme que vi nos últimos anos…….
Rapidamente fomos colocados perante duas escolhas óbvias: de um lado a escolha de macho, Call Girl, com a Soraia Chaves a bombar (descobrir se há alguma cena em que ela apareça vestida no filme)…e o Assassinato de Jesse….., o último filme do Brad Pitt que até estava a ser bem recebido pela crítica…..
Surpreendentemente (e por insistência minha, confesso) optámos pelo filme do Brad Pitt (o que me custa escrever isto…).
O que se seguiu foram 2 h e 30 m de absoluto tédio ao velho estilo do Mestre Manuel de Oliveira. Um bocejar quase tão constante como as olhadelas para o relógio para ver as horas.
Como já vem sendo hábito, ainda passei pelas brasas nos primeiros 5 minutos do filme, mas o desejo de ver as peripécias fizeram com que (estupidamente) lutasse contra o sono.
O filme parece que nunca mais acaba, muito parado , num enredo que em meia hora estava resolvido.
Talvez o pior filme que vi nos últimos anos…….
sábado, 5 de janeiro de 2008
PAIXÃO
Quando peguei no Mapa deste ano para começar a planear as férias e ver para o que queria conhecer, rapidamente surgiram vários locais de sonho (alguns mesmo de sonho pois as possibilidades são mínimas): Rússia, países Nórdicos, RP China, Dubai, África do Sul, Las Vegas, Argentina, países Bálticos, Rep Checa, etc etc etc.
Mas, no final, e quando começamos a fazer escolhas, a eliminar hipóteses, o meu amor acaba sempre por vir ao de cima: o meu amor por Berlim.
Se Times Square é o centro do mundo e se Londres é o mundo, Berlim é o meu crepúsculo. É um sentimento muito pessoal tão único que pode ser partilhado somente com pessoas especiais.
Dizia o antigo ministro da Cultura francês, Jack Lang que Paris seria sempre Paris mas que Berlim nunca era Berlim, pois estava sempre em transformação. E assim é…..
Depois de ler um livro sobre tudo o que se passou na cidade nos últimos 150 anos, Berlim foi coroada capital do meu coração. É sinónimo de tudo o que me identifico: história, arte, política, simbolismo, beleza, cultura, arquitectura cinema, luxo, gastronomia …….
Mas depois também me perguntei: restam ainda coisas para ver depois das minhas visitas em 2006 e 2007? as duas planeadas ao pormenor, em regime quase militar, onde vi tudo aquilo a que me tinha proposto.
E a resposta? Sim, há ainda muitas coisas para ver, rever e explorar.
Por exemplo, partir daquela igreja que foi destruída durante a guerra junto ao zoo e percorrer o Kurfürstendamm. O Ku’damm está para Berlim como a Oxford Street está para Londres e a Rua Augusta para Lisboa….é o centro do comércio, a zona das lojas internacionais….. É curioso que só visitei por breves momentos esta rua o ano passado, quando procurava incessantemente o Hard Rock café para comprar a tradicional t shirt para o meu grande amigo PTB, e acabei por comprar um casaco pois, como a maioria dos que lêem isto sabe, eu cheguei mas a mala ainda ficou por Lisboa mais algum tempo.
No final do Ku’damm fica o imponente Schloss Charlottenburg, em homenagem à Rainha Sophie Charlotte, mulher de Frederico I (e avó de Frederico dito, o grande). Também ainda não visitei este palácio que aparece como visita obrigatória em todos os guias da cidade. É a opulência dos Hohenzollern em todo o seu esplendor que teve a sorte de escapar ao domínio dos lunáticos que dominaram a parte leste de Berlim.
Falta também conhecer melhor a cidade de Potsdam. Situada a meia hora de Berlim, Potsdam é não só o local da cimeira dos vencedores da guerra em 1945, mas também uma cidade de conto de fadas pois contém larguíssimos jardins e muitos palácios e objectos únicos como coluna jónicas e moinhos que não servem mais do que para arregalar a vista. É, portanto, uma cidade construída para impressionar e ainda hoje é conotada com a elite dos junkers prussianos. Para quem não conhece é como Sintra em ponto grande, sem o mistério da serra, mas com muitos mais palácios.
E a cereja no topo do bolo, a Pièce de résistance, da viagem: um concerto do Daniel Barenboim!
Quando visito uma cidade, para além das várias horas que dedico à história da cidade e aos lugares míticos, tenho por hábito passar os olhos pela agenda do local para saber se há, na altura, algum espectáculo ou exposição que valha a pena ir ver.
Ora, como Berlim é uma cidade que tem, para além da filarmónica, duas óperas em permanência ( a ópera cómica e a mais famosa, a ópera clássica, a Staatsoper), fui ver os sites e descobri que na Staatsoper (que fica em pleno Unter Den Linden), dia 9 de Março, o famosíssimo e controverso maestro Daniel Barenboim vai conduzir uma matiné com obras de Mozart e Antonin Dvorak ( Baremboim é o maestro daquele concerto que aqueles que, convidados a minha casa para jantar, têm que gramar como música de fundo). Barenboim é um génio universalmente reconhecido que teve a ousadia de recusar o cargo de director da orquestra filarmónica de Nova Iorque pois não pretendia sair de Berlim. Judeu, casado com uma palestiniana, filho de pais russos, mas nascido na Argentina, Barenboim ficou ainda famoso por ter sido o primeiro a quebrar o tabu e a tocar obras de Richard Wagner em Israel.
É uma oportunidade única!
E em 2009….reabre o Neues Museum na ilha dos museus cuja renovação vai custar 295 milhões de euros…..mais uma visita em perspectiva.
2010? Para confirmar se o palácio real vai mesmo ser novamente construído..
Porque é que eu gosto Berlim:
Kadewe – a minha loja preferida. Um corte inglês em ponto grande, mais luxuoso, e com um quinto andar recheado das melhores coisas do mundo: um supermercado que é ao mesmo tempo um restaurante com várias paragens e várias especialidades. É onde se consegue comprar o meu chocolate preferido, aquele que tem as trufas de chocolate branco, de leite e preto……
Unter Den Linde – a mais importante avenida de Berlim onde ficam todos os monumentos. Foi erguida por Guilherme I que pretendia uma ligação entre o palácio real e o Tiergarten, onde caçava regularmente. Literalmente, debaixo dos lírios, começa hoje nas portas de Brandenburgo e termina na catedral.
Reichtag – monumento simbólico da Alemanha imperial e do 3º Reich, é hoje o parlamento federal e contém uma cúpula desenhada por Norman Foster. Ainda só a visitei durante a noite (com um frio de rachar), mas a vista que proporciona, e o conceito inovador, fazem dele um ex-líbris.
Zoo – Não sou fã dos zoos porque acho que os animais não deviam estar em cativeiro….mas é um dos poucos que tem pandas gigantes. E só esses animais justificam uma visita.
Spree – Um passeio de barco pelo rio que banha Berlim, mesmo daqueles que duram apenas uma hora, é um ponto obrigatório em qualquer viagem. Parece que estamos a ver os bastidores da cidade.
Museum Insel – a ilha dos museus contém a catedral de Berlim e ainda 5 museus de classes internacional, todos construídos no estilo neo-clássico (os alemães têm essa pancada!). De todos, o meu preferido é o Pergamon. Numa palavra, a sua entrada é breathtaking….
Potdsam – a apenas meia hora de comboio uma cidade de reis, muito calma e com enormes construções que fazem dela um local extremamente belo para passar um dia, longe do ritmo frenético da capital.
Checkpoint Charlie – simboliza hoje a divisão da cidade. Toda aquela envolvência do muro, das passagens ilegais entre os dois lados, a presença das potências ocupantes durante 45 anos….toda a história da guerra fria num pequeno lugar.
Estátua de Frederico II –o mais querido de todos os Reis da Prússia, responsável pela vitória do seu país na guerra dos 7 anos….é o símbolo do passado imperial, do crescimento do povo alemão e do desenvolvimento de Berlim.
Torre da Alexanderplatz – a melhor vista de Berlim. No topo tem um restaurante excelente onde se pode desfrutar de alguma calma num ambiente selecto.
Nikolaiviertel – no centro da cidade, parece um mundo à parte. Um bairrozinho fundado no século XII, foi recentemente restauradoPotsdamerplatz – ontem era um local quase deserto pois situava-se na zona do muro; hoje é um dos locais mais modernos do mundo onde, aproveitando o facto de ser desértico, foi possível construir novos e espectaculares edifícios, de onde destaco o Sony Center com as suas luzes e os seus restaurantes que é hoje o ponto de encontro, por excelência, dos jovens berlinenses.
Mas, no final, e quando começamos a fazer escolhas, a eliminar hipóteses, o meu amor acaba sempre por vir ao de cima: o meu amor por Berlim.
Se Times Square é o centro do mundo e se Londres é o mundo, Berlim é o meu crepúsculo. É um sentimento muito pessoal tão único que pode ser partilhado somente com pessoas especiais.
Dizia o antigo ministro da Cultura francês, Jack Lang que Paris seria sempre Paris mas que Berlim nunca era Berlim, pois estava sempre em transformação. E assim é…..
Depois de ler um livro sobre tudo o que se passou na cidade nos últimos 150 anos, Berlim foi coroada capital do meu coração. É sinónimo de tudo o que me identifico: história, arte, política, simbolismo, beleza, cultura, arquitectura cinema, luxo, gastronomia …….
Mas depois também me perguntei: restam ainda coisas para ver depois das minhas visitas em 2006 e 2007? as duas planeadas ao pormenor, em regime quase militar, onde vi tudo aquilo a que me tinha proposto.
E a resposta? Sim, há ainda muitas coisas para ver, rever e explorar.
Por exemplo, partir daquela igreja que foi destruída durante a guerra junto ao zoo e percorrer o Kurfürstendamm. O Ku’damm está para Berlim como a Oxford Street está para Londres e a Rua Augusta para Lisboa….é o centro do comércio, a zona das lojas internacionais….. É curioso que só visitei por breves momentos esta rua o ano passado, quando procurava incessantemente o Hard Rock café para comprar a tradicional t shirt para o meu grande amigo PTB, e acabei por comprar um casaco pois, como a maioria dos que lêem isto sabe, eu cheguei mas a mala ainda ficou por Lisboa mais algum tempo.
No final do Ku’damm fica o imponente Schloss Charlottenburg, em homenagem à Rainha Sophie Charlotte, mulher de Frederico I (e avó de Frederico dito, o grande). Também ainda não visitei este palácio que aparece como visita obrigatória em todos os guias da cidade. É a opulência dos Hohenzollern em todo o seu esplendor que teve a sorte de escapar ao domínio dos lunáticos que dominaram a parte leste de Berlim.
Falta também conhecer melhor a cidade de Potsdam. Situada a meia hora de Berlim, Potsdam é não só o local da cimeira dos vencedores da guerra em 1945, mas também uma cidade de conto de fadas pois contém larguíssimos jardins e muitos palácios e objectos únicos como coluna jónicas e moinhos que não servem mais do que para arregalar a vista. É, portanto, uma cidade construída para impressionar e ainda hoje é conotada com a elite dos junkers prussianos. Para quem não conhece é como Sintra em ponto grande, sem o mistério da serra, mas com muitos mais palácios.
E a cereja no topo do bolo, a Pièce de résistance, da viagem: um concerto do Daniel Barenboim!
Quando visito uma cidade, para além das várias horas que dedico à história da cidade e aos lugares míticos, tenho por hábito passar os olhos pela agenda do local para saber se há, na altura, algum espectáculo ou exposição que valha a pena ir ver.
Ora, como Berlim é uma cidade que tem, para além da filarmónica, duas óperas em permanência ( a ópera cómica e a mais famosa, a ópera clássica, a Staatsoper), fui ver os sites e descobri que na Staatsoper (que fica em pleno Unter Den Linden), dia 9 de Março, o famosíssimo e controverso maestro Daniel Barenboim vai conduzir uma matiné com obras de Mozart e Antonin Dvorak ( Baremboim é o maestro daquele concerto que aqueles que, convidados a minha casa para jantar, têm que gramar como música de fundo). Barenboim é um génio universalmente reconhecido que teve a ousadia de recusar o cargo de director da orquestra filarmónica de Nova Iorque pois não pretendia sair de Berlim. Judeu, casado com uma palestiniana, filho de pais russos, mas nascido na Argentina, Barenboim ficou ainda famoso por ter sido o primeiro a quebrar o tabu e a tocar obras de Richard Wagner em Israel.
É uma oportunidade única!
E em 2009….reabre o Neues Museum na ilha dos museus cuja renovação vai custar 295 milhões de euros…..mais uma visita em perspectiva.
2010? Para confirmar se o palácio real vai mesmo ser novamente construído..
Porque é que eu gosto Berlim:
Kadewe – a minha loja preferida. Um corte inglês em ponto grande, mais luxuoso, e com um quinto andar recheado das melhores coisas do mundo: um supermercado que é ao mesmo tempo um restaurante com várias paragens e várias especialidades. É onde se consegue comprar o meu chocolate preferido, aquele que tem as trufas de chocolate branco, de leite e preto……
Unter Den Linde – a mais importante avenida de Berlim onde ficam todos os monumentos. Foi erguida por Guilherme I que pretendia uma ligação entre o palácio real e o Tiergarten, onde caçava regularmente. Literalmente, debaixo dos lírios, começa hoje nas portas de Brandenburgo e termina na catedral.
Reichtag – monumento simbólico da Alemanha imperial e do 3º Reich, é hoje o parlamento federal e contém uma cúpula desenhada por Norman Foster. Ainda só a visitei durante a noite (com um frio de rachar), mas a vista que proporciona, e o conceito inovador, fazem dele um ex-líbris.
Zoo – Não sou fã dos zoos porque acho que os animais não deviam estar em cativeiro….mas é um dos poucos que tem pandas gigantes. E só esses animais justificam uma visita.
Spree – Um passeio de barco pelo rio que banha Berlim, mesmo daqueles que duram apenas uma hora, é um ponto obrigatório em qualquer viagem. Parece que estamos a ver os bastidores da cidade.
Museum Insel – a ilha dos museus contém a catedral de Berlim e ainda 5 museus de classes internacional, todos construídos no estilo neo-clássico (os alemães têm essa pancada!). De todos, o meu preferido é o Pergamon. Numa palavra, a sua entrada é breathtaking….
Potdsam – a apenas meia hora de comboio uma cidade de reis, muito calma e com enormes construções que fazem dela um local extremamente belo para passar um dia, longe do ritmo frenético da capital.
Checkpoint Charlie – simboliza hoje a divisão da cidade. Toda aquela envolvência do muro, das passagens ilegais entre os dois lados, a presença das potências ocupantes durante 45 anos….toda a história da guerra fria num pequeno lugar.
Estátua de Frederico II –o mais querido de todos os Reis da Prússia, responsável pela vitória do seu país na guerra dos 7 anos….é o símbolo do passado imperial, do crescimento do povo alemão e do desenvolvimento de Berlim.
Torre da Alexanderplatz – a melhor vista de Berlim. No topo tem um restaurante excelente onde se pode desfrutar de alguma calma num ambiente selecto.
Nikolaiviertel – no centro da cidade, parece um mundo à parte. Um bairrozinho fundado no século XII, foi recentemente restauradoPotsdamerplatz – ontem era um local quase deserto pois situava-se na zona do muro; hoje é um dos locais mais modernos do mundo onde, aproveitando o facto de ser desértico, foi possível construir novos e espectaculares edifícios, de onde destaco o Sony Center com as suas luzes e os seus restaurantes que é hoje o ponto de encontro, por excelência, dos jovens berlinenses.
Subscrever:
Mensagens (Atom)