quinta-feira, 23 de agosto de 2007

SER OU NÃO SER (SINCERO)…EIS A QUESTÃO

O que dizer quando estamos num jantar e não gostamos de um determinado prato. Claro que o tentamos evitar ao máximo chegar perto dele. Mas…..e se a pessoa que o fez criou altas expectativas pois gosta muito do mesmo e, com toda a sua simpatia, decidiu partilhá-lo com os amigos? Todo o planear, o despender do dinheiro, e o preparar para pessoas que não sabemos se vão gostar mas a quem queremos muito a ponto de partilhar aquilo que gostamos, como um presente que não queremos guardar só para nós….bom, aí deve o caso mudar de figura?

Esta pergunta pode ser dividida por duas respostas: a piedosa e a outra.
A piedosa é dada a alguém que temos pouca confiança, que temos a garantia que não vamos ver muitas vezes no futuro e, não considerando uma mentira, somos capazes de, diplomaticamente, afirmar (com insegurança, leia-se) que até está saboroso só que o nosso estômago pede outras coisas…mas só naquele dia……
A outra é diferente. Damos a quem realmente gostamos, não só pela sinceridade que essa pessoa merece, mas pelo terror que temos de transmitir tantos sorrisos que a leve a fazer novamente o pitéu.

Claro que há aquelas coisas das quais não gostamos a primeira vez mas depois vamos sendo ensinados a gostar, pelo evoluir do paladar e pela nova sensação que nos transmite.

Como exemplo deixo o caso das endívias. Quem me conhece sabe que eu não como nada que tenha a ver com saladas e detesto igualmente mostarda e (PRINCIPALMENTE) Vinagre. Ora endívias misturadas com isto só podia dar barraca.
Naturalmente que experimentei e até o sabor (estranho) não era totalmente desagradável. Simplesmente não era para a minha boca. É um conjunto demasiado grande de coisas que eu não gosto, tudo misturado, criando um sabor novo……

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